Branca de Neve: uma reflexão
Olá a todos! Meu nome é João e, neste blog, irei falar de cinema. Já vou começar falando sobre o principal filme do momento: o live action de Branca de Neve, da Disney, protagonizado por Rachel Zegler como a protagonista e Gal Gadot como Rainha Má. O filme é um remake do filme de 1937, da Disney, que foi a primeira animação em cores do estúdio.
Antes mesmo do filme estrear, eu já via várias pessoas com baixas expectativas para o filme. E, depois da estreia, muitas ainda se mostram sem acreditar no sucesso de Branca de Neve. Chegaram inclusive a tentar boicotar o filme na internet, com vários usuários que nem tinham visto o filme dando notas baixas nos sites de avaliação, numa tentativa de afastar o público do filme. Isso levou alguns sites, como o IMDB, a emitirem um alerta para críticas questionáveis sobre o filme. Além disso, o filme teve várias polêmicas como a escolha de Rachel Zegler para o papel principal e declarações que a atriz fez sobre o filme original de 1937.
O filme, até aqui, tem se saído relativamente bem nas bilheterias: em vários países, o filme lidera em primeiro lugar. Ainda assim, os números são muito inferiores aos de outros live actions da Disney. E os haters usam isso para criticar ainda mais o filme. Nos Estados Unidos, a bilheteria caiu 66% na segunda semana em comparação com a primeira. Já há quem crave que o longa-metragem não irá sequer se pagar e gerar um prejuízo financeiro gigantesco para o estúdio.
Vou fazer uma breve análise sobre o desempenho do filme até agora. Os números da bilheteria não me surpreendem, já esperava que o desempenho seria muito abaixo de outros live actions. Não por causa das polêmicas em torno do filme, mas por um outro fator que não vi ninguém falar até agora. Que fator é esse? Digamos que é o tempo: longos 88 anos separam o filme original do presente. Por mais que a animação de 1937 tenha feito sucesso, marcado a história do cinema e se tornado um clássico, que atravessou gerações, muitos de nós não cresceram assistindo esse filme. E mesmo com os que assistiram Branca de Neve na infância, muitos não a tinham como sua animação favorita. Se você está na faixa dos 30 anos, deve ter crescido vendo O Rei Leão, Aladdin, A Bela e a Fera, A Pequena Sereia, Pocahontas, O Corcunda de Notre Dame, Hércules e Mulan, filmes estes que marcaram a era do "Renascimento da Disney". Provavelmente uma dessas animações é a sua favorita do estúdio, não Branca de Neve. Se você está na faixa dos 20 anos, então deve ter crescido com alguns filmes de sucesso da Disney mais recentes como Enrolados, Detona Ralph, Frozen e Moana. O mesmo ocorre nesse caso, ou seja, Branca de Neve também não é tão destacado por esse público. Por consequência, muitos não tem o mesmo interesse em ver o live action da Branca de Neve como tinham em ver os remakes de A Bela e a Fera, Aladdin e O Rei Leão por exemplo. Deve existir pessoas que cresceram com a animação de 1937 e a tem como filme favorito, mas são muito poucas, uma minoria. E isso se reflete na bilheteria, talvez até mais do que as polêmicas que ocorreram antes do lançamento.
Outro fator é que, desde que a Disney começou a investir nessa ideia de fazer remakes em live action das animações, existe uma parte do público que torce o nariz. Esse público prefere se apegar apenas as animações. Mesmo sem as polêmicas em torno de Branca de Neve , essa parte do público já iria rechaçar o filme de qualquer jeito.
Dadas essas circunstâncias, a meu ver, o fato do filme estar em primeiro lugar em muitos países já é um grande feito. Mas gostaria que não parasse por aí, que fizesse mais sucesso. Eu vi o filme e gostei muito, achei um dos melhores live actions feitos até agora e a Rachel Zegler, em especial, brilha como nunca nesse filme. A atuação dela é linda! O filme tem problemas? Pode ter, mas, no meu entender, não é nada que o estrague completamente. Seria uma pena se um filme com uma atuação tão linda da protagonista fracassasse. Torço para que as polêmicas, a descrença de parte do público e o "fator tempo" não façam essa história ir por água abaixo. Seria melhor, como nos contos, um final feliz.

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