Branca de Neve: uma reflexão parte 3
Estou meses atrasado, mas antes tarde do que nunca. Após o fracasso inicial nos cinemas (onde obteve uma bilheteria de apenas U$ 205,7 milhões, bem abaixo do orçamento de U$ 269,4 milhões e recebeu muitas críticas negativas), o live action de Branca de Neve deu a volta por cima...no streaming. Para surpresa geral, o filme fez um grande sucesso quando foi lançado nas plataformas de streaming em junho: em pelo menos 48 países (incluindo os Estados Unidos), o filme ficou em primeiro lugar na lista de assistidos por muitos dias. E em outros 27 países, ficou entre os 5 mais assistidos no streaming. O filme mostrou assim que não é um completo lixo, como muitos diziam enquanto a obra estava em cartaz nos cinemas. Pode não ser perfeito, mas é sem dúvida um dos melhores live actions da Disney, além de ter uma atuação linda de Rachel Zegler como a protagonista - atuação esta que foi amplamente elogiada pela crítica especializada inclusive, mesmo com todo o hate que o filme recebeu.
O sucesso do live action no streaming também confirma uma nova tendência, que ganhou força após a pandemia de COVID-19: hoje muita gente prefere esperar os filmes entrarem no streaming para assistir em vez de ir vê-los nos cinemas. Assim a pessoa economiza dinheiro e pode ver o filme no conforto da sua casa. Não que o cinema não seja confortável, mas em casa a pessoa não tem que sair de onde mora e ainda pode ver o filme na hora que quiser.
Branca de Neve não é o primeiro filme que fracassou nos cinemas mas deu a volta por cima no streaming depois. No ano passado, o mesmo ocorreu com Madame Teia, da Marvel. E há outros vários exemplos.
Contudo, é preciso dizer que, por melhor que seja assistir os filmes em casa, isso não substitui o cinema, que sempre terá uma magia única. Talvez seja preciso refletir sobre como atrair o público para os cinemas hoje.

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